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🔥 Fênix Rosa – Tecelã de Realidades e Guardiã das Histórias🌸

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Fênix Rosa
Contos, Versos, Sentimentos e Poesias… Tudo à Flor da Pele.
Textos

Corações Errantes 

Capítulo Quatro: A Lâmina de Evanna

 

O vento uivava sobre as colinas desertas, cortando o silêncio da noite como um grito perdido. Evanna Storm, com a capa negra como a escuridão, avançava com passos silenciosos, mas firmes, sua presença como uma sombra ameaçadora. O som de sua lâmina, cuidadosamente afiada, raspando na bainha, era o único companheiro de sua jornada solitária.

O capuz, puxado sobre sua cabeça, ocultava os traços de uma mulher marcada pela dor, mas seus olhos dourados, brilhando como lâminas de aço polido, refletiam a morte que ela trazia consigo. Cada cicatriz em sua pele, cada marca que a vida lhe impusera, tinha uma história de sangue e vingança. Ela não se lembrava da última vez em que dormira sem o peso de suas lâminas à sua cintura, sem a sensação de estar em guerra constante, com o passado a assombrar seus passos e o futuro um vazio à sua frente.

A fortaleza à sua frente era imponente e esquecida, erguendo-se entre as rochas como um vestígio da decadência do mundo. Ruínas antigas, onde mercenários e assassinos se abrigavam como vermes em um cadáver apodrecido. Ali, contratos eram assinados com sangue e a lealdade era uma moeda rara, trocada por promessas vazias. Evanna não se importava com o que acontecia dentro daqueles muros imundos. Sua missão era única, sua visão embaçada pela sede de justiça. Ela não procurava redenção, mas vingança.

Ao atravessar a porta da taverna imunda, o cheiro de álcool e sangue velho a atingiu com a mesma força que um soco no estômago. O murmúrio das conversas cessou por um breve instante, e todos os olhos se voltaram para ela. Uma mulher de aura mortal, cujos passos ecoavam com a certeza de quem já tivera mais encontros com a morte do que com a vida.

— Você não devia estar aqui — rosnou um dos mercenários, com a voz rouca e o olhar carregado de desprezo. Suas mãos, marcadas por cicatrizes de combate, descansavam sobre a empunhadura de uma espada suja de sangue. Ele não acreditava que ela fosse realmente o que parecia ser, uma assassina à altura de qualquer um ali.

Evanna não se mexeu, nem um músculo de seu rosto trincado se moveu. Seus olhos dourados brilharam com a intensidade de um fogo prestes a consumir tudo à sua volta.

— Se eu desse ouvidos a quem diz o que eu devo ou não fazer — ela respondeu, a voz baixa, mas mortal — já estaria morta há muito tempo.

O silêncio na sala foi profundo, como o som de uma lâmina cortando a carne. Os homens ao redor sentiram, no fundo da alma, a ameaça implícita nas palavras de Evanna. Eles podiam ver que ela não estava ali para fazer amigos, não estava ali para mais uma disputa de poder ou para brincadeiras. Ela estava ali com um único propósito: vingança.

A taverna inteira parecia hesitar, como se o ar tivesse se tornado mais denso, mais carregado de tensão. Mas logo a realidade voltou a tomar forma, e os mercenários continuaram com suas conversas baixas, cientes de que a mulher diante deles não era alguém com quem se brincava. Ela não era uma visitante. Ela era a morte que caminhava, e todos sabiam que desafiá-la significava assinar sua sentença de morte.

Evanna, então, se aproximou do balcão, onde um homem gordo e suado observava com olhos desconfiados. Ele não precisava saber o motivo de sua chegada, nem a quem ela procurava. Mas ele sabia de algo que poderia ser útil. E foi por isso que ela se aproximou.

— Estou procurando alguém — disse ela, suas palavras carregadas de uma frieza gelada. — E você vai me dizer onde ele está.

O homem respirou fundo, encarando-a por um momento. Suas mãos suavam, o que revelava o medo que tentava esconder.

— Você não sabe com quem está lidando, moça — ele disse, com um sorriso nervoso. — Muitos tentaram e falharam.

Evanna puxou uma adaga da bota e a colocou sobre o balcão com um leve clique. O som da lâmina contra o mármore era como um aviso claro.

— Não me faça perder mais tempo — ela sibilou, seus olhos dourados agora queimando com uma intensidade capaz de fazer o homem tremer. — Diga-me onde ele está, ou vou fazer de você o primeiro a pagar pela minha paciência.

O homem, sem mais palavras, inclinou a cabeça e deu a direção. Evanna o observou por um momento, seu olhar nunca deixando de ser implacável.

— Bom garoto — ela murmurou, guardando a adaga de volta na bota. — Agora, vá embora antes que eu me lembre de outra coisa.

Com um último olhar de desprezo, ela se virou e seguiu para a porta, desaparecendo na noite. Sua missão não estava completa, mas mais um nome foi riscado de sua lista. O próximo seria o homem que matou o único ser que ela já amara, e ele pagaria por isso. A lâmina de Evanna Storm não conhecia misericórdia.

Mas, antes de sair, algo na taverna chamou sua atenção. Um som baixo, uma conversa em segredo. Seu instinto lhe dizia que o caminho de vingança que seguia poderia estar mais entrelaçado com o destino do que ela imaginava. Mas, por agora, o que importava era um único nome. Um único homem. E ele não sobreviveria ao amanhecer...

Fênix Rosa
Enviado por Fênix Rosa em 25/03/2025
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